Navegue pelo Estudo:
• Como foi o início de tudo na criação e natureza do homem? • Qual a origem da doutrina da imortalidade no Éden e a primeira mentira? • O que a Bíblia diz diretamente sobre o espiritismo na lei e na história? • Como as mídias influenciam na disseminação do espiritismo e ocultismo? • Qual o estado real dos mortos e por que a comunicação é impossível? • Qual o mecanismo da sedução e quem aparece nas sessões? • Qual o perigo da feitiçaria moderna nos últimos dias? • O que fazer diante dessas revelações na conclusão?
Espiritismo à Luz da Bíblia: Uma Análise Cronológica Reveladora das Escrituras
Nós vamos mergulhar na estrutura da criação humana para entender por que a comunicação com os mortos é biblicamente impossível. Visto que a Bíblia descreve a morte como um sono, quem são os seres que aparecem nas sessões?
O Espiritismo não é um fenômeno novo ou moderno. A curiosidade sobre o que acontece depois que o homem morre desperta questões, dúvidas e um desejo profundo de conhecimento sobre o tema.
Dentre as fontes de conhecimento, estão as Escrituras Sagradas, a Bíblia, o livro mais amado e odiado da história. Perseguida na Idade Média e sutilmente descartada em tempos modernos, ela permanece inabalável, indo além do seu tempo.
Produzindo conhecimento histórico, filosófico, científico, social e religioso, a Bíblia tem sido objeto de estudo e base para leis e instrução moral. Sobretudo, a Bíblia Sagrada (Antigo e Novo Testamento) é o livro mais traduzida da história, são mais de 769 idiomas. São mas que 66 livros (39 no antigo testamento e, 27 no novo testamento, trata-se de um símbolo de transformação escrita por mais de 40 escritores em diferentes eras, trazendo consigo a autoria Divina.
A Bíblia aborda muitos temas importantes, e o tema do estado do homem na morte são assuntos amplamente abordados pelas Escrituras, embora ignorados por alguns e mal compreendidos por outros.
Hoje, no mundo, existem cerca de 13 milhões de espíritas, sendo que a sua grande maioria encontra-se concentrada no Brasil, com cerca de 3,2 milhões de adeptos registrados pelo IBGE. A ideia deste estudo bíblico sobre o espiritismo é trazer uma visão contextualizada, cronológica e honesta sobre o que a Bíblia diz sobre o espiritismo. Aqui todos são bem-vindos para aprender e compreender contextos, fatos e a riqueza histórica deste livro espiritual, esta é a nossa meta.
1. O Início de Tudo: A Criação e a Natureza do Homem
Para compreendermos o que acontece na morte, precisamos primeiramente rever o processo usado por Deus na criação do Homem, antes mesmo do pecado entrar no mundo. O pecado entrou no mundo por meio de um só homem, e o seu pecado trouxe consigo a morte. Romanos 5:12. A lógica é simples: se entendermos como fomos feitos, entenderemos como somos desfeitos na morte.
Então, o SENHOR Deus formou o homem do pó da terra e soprou‑lhe nas narinas o fôlego de vida, e o ser humano se tornou ser vivente. Gênesis 2:7 NVI
Ao criá-lo, Deus faz Adão do pó da terra. Observe a “equação” divina da vida:
- Formação do pó da terra (Barro/Corpo);
- Soprou-lhe o fôlego de vida (Ruach (רוּחַ) é a palavra hebraica para espírito, mas e significa vento ou sopro (respiração), vento, sopro/Espírito);
- O resultado: Tornou-se uma Pessoa Viva (uma Alma Vivente).

“Ou seja, biblicamente o homem não tem uma Alma, ele é uma Alma.”
Portanto, a morte é simplesmente a reversão desse processo. O pó volta à terra (barro) e o fôlego de vida (Ruach, o espírito, vento, sopro, que não tem consciência própria, é apenas biblicamente o sopro de Divino) volta para Deus. Então de maneira objetiva, o que a Bíblia diz sobre a morte é claro: a morte é como um sono, um estado de total inconsciência.
Porque os vivos sabem que hão de morrer, mas os mortos não sabem coisa nenhuma, nem tampouco terão eles recompensa, mas a sua memória fica entregue ao esquecimento. Também o seu amor, o seu ócio, e a sua inveja já pereceram, e já não têm parte alguma para sempre, em coisa alguma do que se faz debaixo do sol. Eclesiastes 9:5,6
“Sai-lhes o espírito (fôlego de vida), e eles tornam-se em sua terra; naquele mesmo dia perecem os seus pensamentos.” Salmos 146:4
Porque na morte não há lembrança de ti; no sepulcro quem te louvará? Salmos 6:5
2. O Éden e a Primeira Mentira: A Origem da Doutrina da Imortalidade
Se a Bíblia diz que o homem morre e se torna inconsciente, de onde veio a ideia de que continuamos vivos? Tudo começa no Céu e é transferido para o Jardim do Éden.
E houve batalha no céu: Miguel e os seus anjos batalhavam contra o dragão; e batalhavam o dragão e os seus anjos, mas não prevaleceram; nem mais o seu lugar se achou nos céus. E foi precipitado o grande dragão, a antiga serpente, chamada o diabo e Satanás, que engana todo o mundo; ele foi precipitado na terra, e os seus anjos foram lançados com ele. Apocalipse 12:7-9
A Bíblia relata este conflito e apresenta no cenário um personagem que até então o casal não conhecia, o dragão, expulso do céu, a antiga serpente, chamado diabo e Satanás. Este fora lançado na terra,
E sabedor disso Deus adverte ao casal dando-lhe uma ordem, um teste de fidelidade e diz:
E ordenou o Senhor Deus ao homem, dizendo: De toda a árvore do jardim comerás livremente, mas da árvore do conhecimento do bem e do mal, dela não comerás; porque no dia em que dela comeres, certamente morrerás. Gênesis 2:16,17
Deus foi claro sobre a mortalidade humana condicionada à obediência. No entanto, Satanás introduziu uma inverdade fundamental sobre a natureza da morte.

Então a serpente disse à mulher: Certamente não morrereis. Gênesis 3:4
Essa afirmação ousada — “Certamente não morrereis” — foi a semente da doutrina da imortalidade da alma. Satanás tem cultivado esse engano desde aquele tempo até o presente. Em time que esta ganhando não se mexe, então ele amplificou este conceito, promovendo de formas diversas entre os homens a ideia de que não morremos, mas a vida continua pós morte.
A história prossegue com Adão e Eva sendo expulsos do jardim para que não comessem da árvore da vida e se tornassem pecadores imortais. Nenhum membro da família de Adão jamais passou por aquela espada ou comeu da árvore da vida após a queda; portanto, a Bíblia ensina que não existe pecador imortal ou algum ciclo de aperfeiçoamento após a morte. A consequência é esta:
“A alma (Pessoa Viva) que pecar, essa morrerá” (Ezequiel 18:4).
Porque o salário do pecado é a morte, mas o dom gratuito de Deus é a vida eterna, por Cristo Jesus nosso Senhor. Romanos 6:23
A alma que pecar, essa morrerá; Ezequiel 18:20
3. A Lei e a História: O que a Bíblia Diz Diretamente Sobre o Espiritismo
Com o passar dos séculos, as nações vizinhas de Israel adotaram a mentira da serpente e criaram cultos aos mortos. Por isso, Deus precisou ser explícito em Sua Lei.
A Bíblia diz claramente que Deus é contra o espiritismo. No livro de Deuteronômio 18:9-14, Deus dá ordens ao povo para não cometerem certas práticas, porque se assemelhariam aos povos vizinhos que não obedeciam a Deus.
Umas dessas práticas era a comunicação com os mortos (necromancia). Tal ato traria consequências negativas para o povo. O grande perigo é que tentar falar com os mortos abre uma porta para o engano satânico. Isto ocorre porque comunicar-se com os mortos não é possível (pois eles dormem), e muitas vezes a pessoa está, na verdade, estabelecendo contato com um demônio personificado em seu ente querido. Esta é uma verdade dolorida, para muitos, e sabemos disso, porém a verdade é o único caminho para a verdadeira liberdade.
Quando entrares na terra que o Senhor teu Deus te der, não aprenderás a fazer conforme as abominações daquelas nações. Entre ti não se achará quem faça passar pelo fogo a seu filho ou a sua filha, nem adivinhador, nem prognosticador, nem agoureiro, nem feiticeiro; Nem encantador, nem quem consulte a um espírito adivinhador, nem mágico, nem quem consulte os mortos; Pois todo aquele que faz tal coisa é abominação ao Senhor; e por estas abominações o Senhor teu Deus os lança fora de diante de ti. Perfeito serás com o Senhor teu Deus. Porque estas nações, que hás de possuir, ouvem os prognosticadores e os adivinhadores; porém a ti o Senhor teu Deus não permitiu tal coisa. Deuteronômio 18:9-14

4. Práticas Abomináveis Por Deus Deuteronômio 18:9-14
- Adivinhador: Quem tentava prever o futuro através de sorteios, observação de objetos ou entranhas de animais (não confiando na providência de Deus).
- Prognosticador: Aquele que observava as nuvens, os astros ou as estações para definir ‘dias de sorte’ ou ‘dias de azar’ (superstição).
- Agoureiro: Quem interpretava sinais da natureza (como o voo de pássaros ou comportamento de animais) como presságios para tomar decisões.
- Feiticeiro: Quem usava rituais, poções ou ervas para tentar manipular situações, lançar ‘maus olhados’ ou prejudicar outros.
- Encantador: Pessoa que usava cantos, recitações ou rituais de ‘amarração’ para tentar controlar espíritos, animais (como serpentes) ou pessoas.
- Consulta Espírito Adivinhador: O equivalente ao médium moderno; alguém que afirma ter um espírito guia ou que serve de canal para entidades falarem.
- Necromante: Quem tentava invocar ou conversar com pessoas falecidas para pedir conselhos ou prever o futuro.
O Mistério de Elias e João Batista (Reencarnação)
Com efeito, um dos argumentos mais utilizados pela doutrina espírita baseia-se na figura de Elias, afirmando que ele teria reencarnado como João Batista. No entanto, uma análise exegética cuidadosa revela que essa interpretação ignora tanto a gramática bíblica quanto a lógica dos eventos narrados.
O “Espírito e Poder” em Lucas 1:17
Em primeiro lugar, o texto de Lucas 1:17 é fundamental para desfazer esse equívoco. O anjo Gabriel profetiza que João Batista viria “no espírito e no poder de Elias”. O texto não afirma que João era a alma de Elias, mas que ele possuía um ministério profético semelhante, com o mesmo fervor e autoridade. Eesse tipo de linguagem é comum nas Escrituras para descrever sucessão de autoridade espiritual, assim como Eliseu pediu “porção dobrada do espírito” de Elias (2 Reis 2:9) sem que isso significasse reencarnação.
O Impedimento Físico e Teológico
Ademais, existe um fato histórico e físico insuperável: Elias não morreu. Segundo 2 Reis 2:11, ele foi transladado ao céu vivo em um redemoinho. Consequentemente, para que houvesse reencarnação, seria necessário que Elias tivesse morrido, pois a doutrina pressupõe o desencarne para um novo nascimento. Por outro lado, a Bíblia relata a aparição de Elias no Monte da Transfiguração (Mateus 17:3) ainda como Elias, e não como João Batista, que já havia sido decapitado naquela época.
A semelhança entre os dois profetas é de caráter e missão, não de identidade biológica. Finalmente, o próprio João Batista, ao ser questionado se era Elias, respondeu categoricamente: “Não sou” (João 1:21). Dessa forma, qualquer interpretação que force uma reencarnação contradiz o próprio testemunho do profeta e a natureza da sua ascensão.
“Não recorram aos médiuns nem busquem a quem consulta espíritos, pois vocês serão contaminados por eles. Eu sou o Senhor, o Deus de vocês.” Levítico 19:31
No Antigo Testamento, Deus não só condenava a prática do espiritismo, como ainda alertava severamente o praticante de tal ato (Levítico 20:6 e Levítico 20:27). Veja aqui algo, a morte era a pena para quem cometesse este ato, Deus aqui não esta sendo um tirano, mas apresentando ao homem a gravidade de tal ação e suas consequências. Deus não tem prazer na morte de seus filhos:
Dize-lhes: Vivo eu, diz o Senhor Deus, que não tenho prazer na morte do ímpio, mas em que o ímpio se converta do seu caminho, e viva. Convertei-vos, convertei-vos dos vossos maus caminhos; pois, por que razão morrereis, ó casa de Israel? Ezequiel 33:11
Deus deseja que as pessoas O busquem para obterem respostas, paz e plena alegria e não recorram a outras práticas ou entidades.
O Caso do Rei Saul
Um exemplo histórico clássico encontra-se em 1 Samuel 28:3-25. Vemos que o rei Saul, em total desespero e afastado de Deus, desobedeceu e procurou uma mulher que invocava espíritos (a feiticeira de Endor).
E lhe pediu “Faz subir Samuel” esta é a frase que o Rei Saul disse à mulher médium de En-Dor, pedindo para ela invocar o espírito do falecido (necromancia) profeta Samuel para obter orientação sobre a guerra contra os filisteus, pois Deus não lhe respondia mais, resultando em uma suposta aparição controversa de Samuel, que condena Saul e prevê sua derrota e morte, segundo a Bíblia, 1 Samuel 28:11-19.
Por causa da sua desobediência, Deus não mais lhe respondera, e se Deus não falava mais com ele hora quem foi que a médium trouxe? Se a própria Médium afirma ter sido expulsa por ordem de Saul, pois o que ela fazia não estava de acordo com a vontade de Deus. O próprio rei Saul expulsará os necromantes do reino.
Essa atitude do Rei Saul demonstrou que ele estava longe de Deus e, por isso, sofreu pela sua desobediência. O texto deixa claro que ele “morreu por causa da sua transgressão… e também porque buscou a uma feiticeira” (1 Crônicas 10:13-14).
5. A Influência das Mídias na Disseminação do Espiritismo e do Ocultismo
Atualmente, vivemos em uma era onde a cultura visual exerce um papel preponderante na formação de crenças. Certamente, a mídia não apenas reflete a sociedade, mas molda ativamente a percepção pública sobre a vida após a morte e o mundo espiritual. Através de narrativas emocionantes, conceitos como a imortalidade da alma e a prática da magia são “naturalizados” no imaginário popular. Todavia, é necessário analisar como essa influência atinge todas as faixas etárias de forma profunda.
Cinema e Teledramaturgia: A Normalização do Contato
O cinema e as novelas brasileiras são os maiores veículos de propagação da ideia de que os mortos permanecem ativos. Filmes como Ghost: Do Outro Lado da Vida e o brasileiro Nosso Lar criam uma estética visual para o pós-morte. Consequentemente, o público passa a aceitar a reencarnação e a comunicação espiritual como fatos. Adicionalmente, novelas como A Viagem popularizaram a necromancia, apresentando-a como um consolo aceitável para o luto, ignorando as advertências bíblicas sobre o estado de inconsciência dos mortos.
A Sedução do Ocultismo, Bruxaria e Wicca
Além do espiritismo, a mídia moderna dissemina amplamente o ocultismo e a bruxaria, muitas vezes apresentando-os como caminhos de empoderamento. A saga Harry Potter é o exemplo mais icônico, ao introduzir crianças a um sistema complexo de feitiçaria, rituais e símbolos que se assemelham a práticas reais da Wicca. Certamente, quando a magia é retratada como “boa” ou “branca”, a barreira de proteção espiritual do espectador é diminuída. Portanto, o que a Bíblia classifica como abominação torna-se um desejo de consumo cultural para milhões de jovens.
O Público Infantil: Desenhos, Animes e a Sedução do Oculto
A estratégia de disseminação tornou-se ainda mais sutil ao focar no público infantil. Visto que as crianças são altamente sugestionáveis, a indústria utiliza animações para familiarizá-las com a consulta aos mortos. Desse modo, a barreira espiritual é rompida desde cedo através de exemplos como:
- Viva: A Vida é uma Festa (Coco): Uma celebração visual da necromancia, onde o contato com ancestrais mortos é a base da felicidade familiar.
- A Casa Coruja (The Owl House): Um desenho que foca explicitamente na aprendizagem de bruxaria e no convívio com demônios em um reino paralelo.
- Sabrina, Aprendiz de Feiticeira (Série/Animação): Normaliza o uso de feitiços e o contato com o mundo oculto como algo cotidiano e divertido.
- Cavaleiros do Zodíaco / Animes Espiritualistas: Frequentemente exploram a manipulação de energias (cosmo/chi) e a reencarnação como pilares de força e evolução.
Bonecas Monstro e Brinquedos em Caixões
Outro fenômeno alarmante é a mercantilização de brinquedos que flertam com o macabro. Linhas de bonecas famosas, como as Monster High, apresentam personagens que são zumbis ou fantasmas, muitas vezes comercializadas em embalagens que imitam caixões. Portanto, o que antes causava temor ou respeito reverente, agora é tratado como acessório de moda. Assim sendo, a ideia de que a morte é apenas uma “mudança de estilo” é incutida na mente das crianças, pavimentando o caminho para a aceitação de doutrinas espiritualistas sem resistência.
A Liberdade de Culto versus a Verdade Bíblica
É fundamental esclarecer que não somos contra a liberdade de culto ou a liberdade de expressão artística. No entanto, como cristãos, devemos exercer o discernimento bíblico. Visto que a Bíblia alerta que Satanás se transfigura em anjo de luz, a beleza estética de uma animação pode esconder perigos espirituais profundos. Consequentemente, embora a sociedade celebre essa diversidade cultural, o cristão deve estar atento para não absorver conceitos antibíblicos disfarçados de entretenimento inofensivo. Por isso, a única segurança reside em filtrar todo o conteúdo através das Escrituras Sagradas.
Pequeno guia de diálogo prático para você usar com seus filhos logo após assistirem a um filme que apresente esses temas?
| Critério de Avaliação | Base Bíblica | Aplicação Prática no Conteúdo |
|---|---|---|
| Natureza da Morte | Isaías 8:20 / Eclesiastes 9:5 | Verificar se o desenho apresenta mortos como seres conscientes ou se respeita a visão bíblica do sono da morte. |
| Fonte do Poder | Deuteronômio 18:10-12 | Identificar se o personagem usa magia, rituais ou amaldiçoa inimigos em vez de confiar na soberania de Deus. |
| Estética e Valores | Filipenses 4:8 | Avaliar se o visual (bonecas em caixões, monstros) torna o macabro algo “fofo”, removendo o temor contra o mal. |
| Autoridade Espiritual | Tiago 4:7 / Efésios 6:11 | Analisar se a narrativa incentiva a busca por “espíritos guias” ou se promove a submissão exclusiva ao Criador. |
| Consolo e Esperança | 1 Tessalonicenses 4:13 | Observar se o alívio do luto é buscado na necromancia ou se é ensinada a esperança real da futura ressurreição. |
Certamente, ao aplicar esses filtros, os pais fortalecem o escudo espiritual de seus filhos. Desse modo, a criança aprende a identificar sutilezas antibíblicas de forma natural. Visto que a exposição é constante, o diálogo aberto torna-se a melhor ferramenta de proteção. Portanto, utilize esta tabela como um guia nas escolhas de entretenimento da família. Consequentemente, você estará edificando uma geração com discernimento sólido e fundamentado nas Escrituras.
6. O Estado Real dos Mortos: Por que a Comunicação é Impossível?
Para que o espiritismo seja verdade, a premissa de que os mortos estão conscientes precisaria ser real. Porém, veja o que Deus escreveu por meio de Salomão escreveu sob inspiração:
Porque os vivos sabem que hão de morrer, mas os mortos não sabem coisa nenhuma, nem tampouco terão eles recompensa, mas a sua memória fica entregue ao esquecimento. Também o seu amor, o seu ódio, e a sua inveja já pereceram, e já não têm parte alguma para sempre, em coisa alguma do que se faz debaixo do sol. Eclesiastes 9:5,6
Satanás, com grande astúcia, conseguiu fazer os homens acreditarem que a alma não morre. Contudo, a Bíblia define a morte como um sono.
Entre os mortos, não há quem se lembre de ti. Na sepultura, quem te louvará? Salmos 6:5
Referências Bíblicas: A Morte Descrita como Sono
A Bíblia utiliza frequentemente a metáfora do sono para descrever o estado dos mortos. Certamente, essa terminologia indica um estado de inconsciência temporária que precede o despertar na ressurreição. Portanto, confira abaixo as principais passagens sobre o tema:
- João 11:11-14 – “Nosso amigo Lázaro adormeceu, mas vou despertá-lo do sono. […] Então Jesus disse-lhes claramente: Lázaro morreu.”
- Daniel 12:2 – “E muitos dos que dormem no pó da terra ressuscitarão, uns para a vida eterna, e outros para vergonha e desprezo eterno.”
- 1 Tessalonicenses 4:13 – “Não queremos, porém, irmãos, que sejais ignorantes acerca dos que dormem, para que não vos entristeçais, como os demais, que não têm esperança.”
- 1 Coríntios 15:51 – “Eis aqui vos digo um mistério: Na verdade, nem todos dormiremos, mas todos seremos transformados.”
- Salmos 13:3 – “Atenta para mim, ouve-me, ó Senhor meu Deus; ilumina os meus olhos para que eu não adormeça na morte.”
- Mateus 9:24 – “Disse-lhes: Retirai-vos, que a menina não está morta, mas dorme. E riam-se dele.”
- Atos 7:60 – “E, posto de joelhos, clamou com grande voz: Senhor, não lhes imputes este pecado. E, tendo dito isto, adormeceu.”
- 1 Coríntios 15:18 – “E também os que dormiram em Cristo estão perdidos.”
- 2 Pedro 3:4 – “E dizendo: Onde está a promessa da sua vinda? Porque desde que os pais dormiram, todas as coisas permanecem como desde o princípio da criação.”
- 1 Coríntios 15:20 – “Mas agora Cristo ressuscitou dos mortos, e foi feito as primícias dos que dormem.”
- 1 Tessalonicenses 4:14 – “Porque, se cremos que Jesus morreu e ressuscitou, assim também aos que em Jesus dormem, Deus os tornará a trazer com ele.”
- Job 14:12 – “Assim o homem se deita, e não se levanta; até que não haja mais céus, não acordará nem se erguerá de seu sono.”
Desse modo, estas passagens reforçam que a morte não é um estado de consciência ativa, mas um repouso aguardando a intervenção divina. Visto que o sono pressupõe o despertar, a esperança bíblica concentra-se na volta de Jesus. Consequentemente, o ensino do sono da morte protege o fiel contra enganos espirituais modernos.
Se não há memória, nem amor, nem ódio, nem conhecimento, não pode haver comunicação. Depois da morte não há louvor, nada que se faça debaixo do sol.
7. O Mecanismo da Sedução: Quem Aparece nas Sessões?
Se os mortos estão, de fato, dormindo inconscientemente no pó da terra aguardando a ressurreição, surge a pergunta inevitável: quem, então, está aparecendo nas sessões e se comunicando com os vivos?
A resposta bíblica é direta: são os anjos decaídos (demônios) que executam as ordens de Satanás. Eles aparecem disfarçados de mensageiros do mundo dos espíritos ou de parentes falecidos. O poder desse engano reside na sua precisão e conhecimento milenar que esses seres possuem sobre a vida humana.
Sim o diabo, aquele que foi expulso do céu, a serpente que enganou a Eva no jardim dizendo: Certamente não Morrerás, segue enganando centenas de milhares com essa inverdade.
- A Aparência Familiar: A expressão facial, os gestos e as características físicas são reproduzidos com exatidão pelos demônios.
- As Palavras e a Voz: O tom da voz e as frases habituais da pessoa falecida são imitados com perfeição.
“E não é maravilha, porque o próprio Satanás se transforma em anjo de luz.” 2 Coríntios 11:14
Uma vez que ganham a confiança através da emoção da dor do luto e da saudade, eles introduzem doutrinas que anulam a Bíblia e chocam contra a verdade:
- O Espiritismo afirma que a alma permanece na terra evoluindo.
- A Bíblia afirma em Hebreus 9:27 que cada pessoa vive uma só vez e depois de morrer enfrenta o julgamento (não há reencarnação).
“Da mesma forma, como o homem está destinado a morrer uma só vez e depois disso enfrentar o juízo…” Hebreus 9:27
Assim, a perigosa mentira de que não há condenação final e que todos serão salvos pelo mérito próprio e suas boa obras é largamente ensinada, anulando o sacrifício de Cristo.
8. O Perigo nos Últimos Dias: A Feitiçaria Moderna
Muitos na sociedade moderna sentem-se seguros porque tentam explicar as manifestações espíritas apenas como truques ou fraudes. Embora haja fraude, acreditar que tudo é truque é perigoso.
O texto bíblico alerta para assinaladas manifestações de poder sobrenatural no fim dos tempos. Satanás não é apenas um ilusionista; ele tem poder real concedido temporariamente.
“…com todo o poder, e sinais e prodígios de mentira, e com todo o engano da injustiça…” 2 Tessalonicenses 2:9-10
O espiritismo moderno, que invadiu igrejas, filmes, desenhos infantis e a cultura pop, nada mais é do que o reavivamento da antiga feitiçaria. A profecia de Isaías nos dá o antídoto contra esse engano final:
“Quando, pois, vos disserem: Consultai os que têm espíritos familiares e os adivinhos… À lei e ao testemunho! Se eles não falarem segundo esta palavra, é porque não há luz neles.” Isaías 8:19-20
9. Conclusão: O que Fazer?
Satanás prepara-se para seu esforço final. O povo está rapidamente adormecendo, acalentado por uma “segurança fatal” de que terá outras vidas para se consertar.
Nossa única segurança é estar firmemente alicerçados na Palavra de Deus e entender que a morte é um sono até a volta de Jesus (1 Tessalonicenses 4:13-17). Não há comunicação, não há purgatório, não há reencarnação.
Me envolvi em espiritismo, o que devo fazer?
Se você se envolveu em alguma prática espírita, nada está perdido! Deus perdoa quem se arrepende (1 João 1:9). O passo a passo bíblico é:
- Creia em Jesus: Reconheça-O como único Salvador e autoridade sobre sua vida.
- Arrependa-se: Peça perdão por ter buscado em mortos o que só Deus pode dar.
- Renuncie: Ore e rejeite verbalmente toda influência maligna e pactos feitos.
- Submeta-se a Deus: “Portanto, submetam-se a Deus. Resistam ao Diabo, e ele fugirá de vocês.” (Tiago 4:7).
Um pastor ou outro líder cristão de confiança poderá lhe ajudar com isso em oração. Assim, o espiritismo não terá mais poder sobre sua vida e você receberá o perdão e a paz de Deus.
10. FAQ: Visão Bíblica sobre o Espiritismo
De que maneira a Bíblia descreve a criação e a natureza da alma humana?
Segundo Gênesis 2:7, Deus formou o homem do pó e soprou o fôlego de vida. Por conseguinte, o homem tornou-se uma alma vivente. Portanto, biblicamente, a alma não é algo que o homem possui separadamente, mas é o que ele realmente é quando o corpo e o espírito estão unidos.
O que acontece com a consciência humana imediatamente após a morte?
Conforme Eclesiastes 9:5-6, os mortos não sabem coisa nenhuma. Certamente, a morte é um estado de total inconsciência, comparado a um sono profundo. Adicionalmente, o Salmo 146:4 afirma que, ao morrer, os pensamentos perecem. Desse modo, não existe atividade mental ou consciência ativa enquanto o indivíduo aguarda a ressurreição.
Qual é a origem histórica da ideia de que a alma é imortal?
Essa ideia surgiu no Éden através da primeira mentira de Satanás. Enquanto Deus alertou sobre a mortalidade, a serpente declarou: “Certamente não morrereis” (Gênesis 3:4). Por isso, essa afirmação contraditória é a raiz da crença na imortalidade da alma. Posteriormente, esse engano propagou-se como base para diversas doutrinas espiritualistas.
O que a Bíblia diz especificamente sobre a consulta aos mortos ou necromancia?
A Bíblia condena rigorosamente a consulta aos mortos em Deuteronômio 18:10-12, classificando-a como abominação. Visto que os mortos estão dormindo, qualquer contato supostamente espiritual é, na verdade, com entidades enganadoras. Portanto, Deus proíbe tais práticas para proteger o ser humano de perigosos enganos demoníacos que anulam a Sua verdade.
Por que Deus estabeleceu penas severas contra o espiritismo no Antigo Testamento?
Antigamente, Deus estabeleceu penas severas para mostrar a gravidade da rebeldia espiritual. Conforme Levítico 20:27, consultar médiuns afastava o povo da proteção divina. Todavia, Deus não deseja a morte de ninguém, mas sim o arrependimento (Ezequiel 33:11). Essas leis serviam, portanto, como uma barreira necessária contra a influência destrutiva de demônios.
Quem realmente aparece e se comunica durante as sessões espíritas?
Considerando que os mortos estão inconscientes, as aparições são manifestações de anjos decaídos. Segundo 2 Coríntios 11:14, Satanás se transforma em anjo de luz para enganar. Esses seres imitam perfeitamente vozes e gestos. Consequentemente, as pessoas acreditam estar falando com parentes, quando, na verdade, estão sendo seduzidas por forças malignas.
O que o caso do Rei Saul ensina sobre a consulta a médiuns?
O relato de 1 Samuel 28 mostra que Saul buscou uma médium após Deus se silenciar. Todavia, a entidade que apareceu não era o profeta Samuel, mas um espírito enganador. Conforme 1 Crônicas 10:13, Saul morreu por sua desobediência e por buscar orientação proibida. Assim sendo, consultar médiuns traz condenação espiritual.
Existe suporte bíblico para a doutrina da reencarnação?
A Bíblia nega a reencarnação em Hebreus 9:27, afirmando que ao homem está ordenado morrer uma só vez, vindo depois o juízo. Portanto, não existe evolução por sucessivas vidas. A salvação é um dom gratuito aceito agora. Consequentemente, a ideia de múltiplas oportunidades após a morte contradiz diretamente o sacrifício de Cristo.
Quais são os perigos das manifestações espirituais nos “últimos dias”?
A Bíblia alerta para sinais e prodígios de mentira no fim dos tempos (2 Tessalonicenses 2:9). Atualmente, o espiritismo infiltra-se na cultura para normalizar o contato com o sobrenatural. Por essa razão, a única segurança é o apego à Lei e ao Testemunho (Isaías 8:20), rejeitando manifestações que neguem a Palavra.
Qual é o significado real do termo “Ruach” na visão bíblica?
O termo Ruach significa fôlego de vida ou espírito, sendo a energia vital divina. Na morte, esse fôlego retorna a Deus, mas não possui consciência própria. Assim sendo, o Ruach não é uma alma independente que vagueia. Portanto, sem a união com o corpo, não há personalidade ou memória ativa.
O que deve fazer alguém que se envolveu com práticas espíritas e deseja sair?
Primeiramente, deve-se crer em Jesus e arrepender-se sinceramente. Segundo 1 João 1:9, Deus perdoa quem confessa seus pecados. Além disso, é essencial renunciar publicamente a esses laços espirituais. De acordo com Tiago 4:7, ao se submeter a Deus e resistir ao diabo, o indivíduo alcança plena libertação e paz espiritual.
Qual é a verdadeira esperança bíblica para quem perdeu um ente querido?
A esperança cristã reside na ressurreição no retorno de Jesus. Segundo 1 Tessalonicenses 4:13-16, os mortos em Cristo serão despertados do sono da morte. Certamente, saber que o descanso é temporário traz conforto real. Portanto, aguardamos o dia em que o Senhor reunirá as famílias e a morte será destruída.
11. Pequeno Dicionário de Termos do Estudo
| Termo Teológico | Etimologia | Significado Contextual (Estudo) |
|---|---|---|
| Ruach (רוּחַ) | Do hebraico antigo, referindo-se ao movimento do ar ou vento. | Representa o fôlego de vida ou energia vital que procede de Deus; portanto, não possui consciência própria quando separada do corpo físico. |
| Necromancia | Do grego “nekros” (morto) e “manteia” (adivinhação). | Prática proibida de tentar estabelecer comunicação com falecidos para obter orientações, visto que os mortos estão em estado de total inconsciência. |
| Alma (Nephesh) | Do hebraico “nephesh”, que indica um ser que respira ou criatura. | No contexto bíblico, o homem não possui uma alma, ele é uma alma vivente resultante da união entre o pó e o fôlego. |
| Abominação | Do latim “abominatio”, algo que deve ser rejeitado por ser detestável. | Termo usado para descrever práticas como o espiritismo que causam profunda repulsa espiritual a Deus, pois afastam o homem da verdade divina. |
| Ressurreição | Do latim “resurrectio”, que significa o ato de levantar-se novamente. | O evento futuro e glorioso onde Deus devolverá a vida aos que dormem na sepultura, sendo a única esperança real pós-morte. |
| Anjo Caído | Do grego “angelos” (mensageiro) e do latim “cadere” (cair). | Seres espirituais rebeldes que executam as ordens de Satanás, simulando a aparência de parentes falecidos para enganar os vivos durante as sessões. |
| Reencarnação | Do latim “re” (repetição) e “incarnatio” (tomar a carne). | Conceito de sucessivos renascimentos; todavia, o estudo nega esta ideia baseando-se no ensino bíblico de que o homem morre uma só vez. |
| Imortalidade | Do latim “immortalitas”, condição daquilo que não é sujeito à morte. | Atributo que o ser humano não possui inerentemente, sendo condicional à obediência, conforme revelado no conflito ocorrido no Jardim do Éden. |
| Médium | Do latim “medium”, que significa meio, centro ou intermediário. | Pessoa que serve de canal para entidades; consequentemente, o texto alerta que esses indivíduos estão estabelecendo contato com demônios personificados. |
| Sepulcro | Do latim “sepulcrum”, local destinado ao sepultamento. | Estado de silêncio absoluto onde não há memória ou conhecimento, funcionando como um local de repouso até o dia do juízo final. |
| Transgressão | Do latim “transgressio”, o ato de ultrapassar um limite estabelecido. | Ato de desobediência direta contra a ordem de Deus, exemplificado pela atitude do Rei Saul ao procurar a feiticeira de Endor. |
| Prognosticador | Do grego “prognostikos”, que significa conhecer antecipadamente. | Aquele que tenta definir dias de sorte ou azar através de sinais; prática condenada por demonstrar falta de confiança na providência divina. |
| Juízo | Do latim “judicium”, processo de julgamento ou discernimento. | O momento profético onde cada pessoa enfrentará o tribunal divino após a ressurreição, invalidando a ideia de ciclos infinitos de evolução. |
| Moloque | Do hebraico “Molekh”, derivado de governante ou rei pagão. | Divindade associada a rituais terríveis de fogo, citada para ilustrar a gravidade das abominações que Deus ordenou que Israel evitasse. |
| Hermenêutica | Do grego “hermeneuein”, técnica de interpretação e explicação. | A ciência de interpretar corretamente as Escrituras, revelando que a Bíblia mantém uma visão consistente e cronológica sobre a mortalidade humana. |

