Devo retirar meu dízimo de um presente em dinheiro dado a mim?

Devo retirar meu dízimo de um presente em dinheiro dado a mim? Por exemplo, se eu receber um grande presente financeiro de um membro da família?

Devo retirar meu dízimo de um presente em dinheiro dado a mim? Esta é uma dúvida muito comum, especialmente quando somos surpreendidos por uma bênção financeira inesperada, como um presente generoso de um familiar, uma herança ou até mesmo um bônus não salarial. A Bíblia oferece princípios claros sobre a mordomia cristã que nos ajudam a navegar por essas questões com sabedoria e um coração grato, sem cair no legalismo, mas mantendo a fidelidade. Receber um presente financeiro é, inegavelmente, um motivo de alegria e alívio. Muitas vezes, esses recursos chegam em momentos de necessidade ou servem para realizar sonhos antigos. No entanto, para o cristão que pratica o dízimo, surge imediatamente a questão ética e espiritual: esse valor conta como “renda”? Deus espera que eu devolva a décima parte de algo que não foi fruto do meu trabalho direto, mas sim de uma doação? Para responder a isso, precisamos mergulhar no conceito bíblico de “aumento” e na atitude do adorador. Fé e dúvida: Explorando a jornada de quem crê Ao longo deste artigo, exploraremos o que as Escrituras dizem sobre primícias, gratidão e o reconhecimento de Deus como a fonte de toda provisão, seja ela fruto do suor do rosto ou da generosidade de terceiros. Se você deseja entender a base teológica geral, vale a pena conferir qual a melhor explicação sobre o dízimo, mas aqui focaremos especificamente na questão dos presentes e doações.

O Princípio Bíblico do “Aumento”

Para determinar se devemos dizimar sobre um presente, primeiramente devemos entender a definição bíblica de base para o dízimo. Em Provérbios 3:9-10, somos instruídos: “Honra ao Senhor com os teus bens e com as primícias de toda a tua renda”. Outras traduções utilizam a palavra “aumento” ou “toda a sua colheita”. O princípio central não é apenas sobre o salário fixo mensal, mas sobre tudo aquilo que acrescenta valor à sua vida e ao seu patrimônio. Quando você recebe um grande presente financeiro de um membro da família, houve um “aumento” nos seus bens? A resposta prática é sim. Ontem você tinha um determinado valor; hoje, graças a esse presente, você tem mais. Biblicamente, reconhecer Deus nesse aumento é uma forma de declarar que, em última análise, foi Ele quem moveu o coração do doador para abençoar a sua vida. O dízimo, nesse contexto, atua como um selo de gratidão e reconhecimento de soberania. Portanto, a visão mais consistente com a teologia da mordomia é que presentes em dinheiro são, sim, uma forma de renda passiva ou esporádica e, consequentemente, passíveis de dízimo. Isso demonstra que sua fidelidade não está condicionada apenas ao contrato de trabalho, mas a toda provisão que chega às suas mãos.

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A Questão do “Dízimo Duplo”: O Doador já pagou?

Um dos argumentos mais frequentes contra o dízimo de presentes é a ideia da bitributação espiritual. O raciocínio é o seguinte: “Se meu pai me deu R$ 10.000,00, ele provavelmente já deu o dízimo sobre esse dinheiro quando ele o ganhou. Se eu der o dízimo novamente, Deus estaria recebendo duas vezes sobre o mesmo montante?”. Essa dúvida é legítima, mas nasce de uma visão do dízimo como um “imposto” cobrado sobre o dinheiro em circulação, e não como um ato de adoração pessoal. O dízimo não é uma taxa sobre a moeda, mas uma resposta de adoração do indivíduo. Quando seu familiar ganhou o dinheiro e dizimou, ele exerceu a adoração dele. Quando o dinheiro passa para as suas mãos, torna-se a sua provisão e o seu aumento. Agora, é a sua vez de adorar. Assim sendo, o fato de o dinheiro já ter sido dizimado anteriormente não isenta o receptor de exercer sua própria gratidão. Cada mordomo presta contas do que recebe. Se olharmos para o que Paulo diz sobre dízimos e ofertas, vemos que a ênfase no Novo Testamento é a individualidade da relação com Deus e a alegria em participar da obra.

Presentes em Dinheiro vs. Presentes em Objetos

Outra nuance importante surge quando comparamos dinheiro com objetos. Se alguém lhe dá um carro ou uma casa, raramente se espera que você venda uma parte do carro para dar o dízimo (embora alguns ofertem valores equivalentes). Contudo, o dinheiro tem liquidez imediata. Ele é “semente” e “pão” ao mesmo tempo. No caso de um presente financeiro significativo, a liquidez permite que a separação da primícia seja feita de forma simples e direta. Se você recebeu um valor alto, separar a décima parte é um ato de fé poderoso, declarando que aquele recurso será santificado e usado com sabedoria. Isso protege o coração da ganância e do sentimento de posse absoluta. Para aprofundar-se sobre a proteção e bênção, leia sobre Malaquias 3 e as promessas ali contidas. Palavra de Oferta Dízimo com Explicação

A Atitude do Coração: Legalismo ou Gratidão?

Mais importante do que a regra matemática é a motivação do coração. Devo retirar meu dízimo de um presente em dinheiro? Se você o fizer com pesar, dor ou por medo de uma punição divina, a oferta perde seu valor espiritual. Deus ama a quem dá com alegria (2 Coríntios 9:7). Se o presente foi uma resposta de oração, o dízimo deve ser a sua celebração dessa resposta. Imagine que você estava orando por uma provisão para reformar a casa ou pagar uma dívida, e esse familiar lhe presenteou. Devolver os 10% é uma forma tangível de dizer “Obrigado, Senhor”. É transformar o dinheiro, que é material, em algo espiritual através da adoração. Por isso, sugerimos que você medite em versículos de gratidão antes de fazer sua contribuição. Além disso, a generosidade gera generosidade. Quando somos fiéis no pouco (ou no muito que veio de graça), Deus confia mais em nossas mãos. O dízimo sobre presentes quebram a lógica do egoísmo humano, que tende a querer reter tudo o que vem “fácil”.
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Aspectos Práticos: Grandes Volumes Financeiros

A pergunta menciona especificamente “um grande presente financeiro”. Grandes volumes testam nosso caráter de maneira mais intensa do que pequenas quantias. É fácil dar o dízimo de R$ 50,00 que achamos na rua; é muito mais desafiador dar o dízimo de R$ 50.000,00 recebidos de herança ou doação. Entretanto, o princípio da fidelidade não muda com a quantidade de zeros. Na verdade, a responsabilidade aumenta. Grandes recursos podem ser uma ferramenta poderosa para o Reino de Deus. Ao receber tal montante, considere não apenas o dízimo, mas também ofertas específicas. Talvez esse “extra” seja a forma de Deus financiar um projeto missionário através da sua vida. Veja versículos sobre missões para se inspirar sobre como seu recurso pode impactar nações.

Dicas para Administrar o Presente com Sabedoria

Além de dizimar, a boa mordomia envolve como você gerencia os 90% restantes. Aqui estão algumas recomendações bíblicas:
  • Ore antes de gastar: Pergunte a Deus qual o propósito daquele recurso ter chegado agora.
  • Evite o consumo impulsivo: Dinheiro que vem fácil, vai fácil se não houver planejamento.
  • Considere o futuro: A Bíblia fala sobre o homem prudente. Veja dicas para economizar dinheiro à luz da Bíblia.
  • Abençoe outros: Além do dízimo, considere ajudar alguém em necessidade, praticando a generosidade descrita em versículos sobre generosidade.

Conclusão

Em resumo, embora a Bíblia não tenha um versículo específico dizendo “dizimarás sobre os presentes de aniversário”, o princípio geral das Escrituras aponta para a honra a Deus em todo o nosso aumento. Receber um presente em dinheiro é um aumento de patrimônio e provisão. Portanto, devolver o dízimo sobre esse valor é uma prática saudável, bíblica e recomendada para quem deseja viver uma vida de plena mordomia e reconhecimento da bondade divina. Faça isso não como uma obrigação pesada, mas como uma celebração. Você foi abençoado por um familiar, mas foi Deus quem orquestrou a bênção. Se você ainda tem dúvidas sobre como realizar esse ato no momento do culto, pode ser útil ler sobre o que falar na hora do dízimo e oferta para alinhar sua confissão de fé com sua atitude prática. Que o seu coração esteja sempre sensível à voz do Espírito Santo. Se Deus tocou seu coração para dar, não retenha. A fidelidade no dízimo de presentes é um exercício de confiança que declara: “Deus, eu confio mais na Tua bênção sobre os 90% do que na minha capacidade de segurar os 100%”.

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Faq sobre Dízimo em Presentes

Se o presente for destinado a algo específico, devo dizimar?

Se o presente foi dado com um fim “carimbado” (ex: “isto é para pagar sua conta de luz”), e o dízimo impediria o cumprimento desse propósito, muitos líderes aconselham usar o valor para a finalidade devida, pois foi uma provisão de socorro. Contudo, se houver margem, honrar a Deus primeiro é sempre um ato de fé. Veja mais em como ser fiel ganhando pouco.

E se o presente não for em dinheiro, mas em bens?

Se você ganha roupas, móveis ou um carro, não é prático nem exigido que você venda uma parte para dizimar. Entretanto, você pode fazer uma oferta de gratidão baseada no valor estimado, se o seu coração assim desejar e suas finanças permitirem. A gratidão é a chave, como nos ensinam os versículos de agradecimento.

Devo contar ao familiar que dei o dízimo do presente dele?

Não é necessário, a menos que isso edifique a fé dele. O dízimo é entre você e Deus. Alguns familiares que não são cristãos podem não entender e achar que você está “dando o dinheiro deles” para a igreja. Nesses casos, a discrição é sabedoria. O importante é o seu compromisso com a Palavra de Deus sobre ofertas.

Dízimo de herança é obrigatório?

Herança é um dos maiores “aumentos” que alguém pode ter. Biblicamente, é considerado renda e provisão. Dizimar sobre a herança é uma forma poderosa de consagrar o legado recebido e pedir sabedoria a Deus para administrar o patrimônio deixado, honrando também a memória de quem partiu e a provisão do Pai Celestial. Para reflexões sobre família e legado, consulte passagens bíblicas sobre família.