Esboço de Pregação sobre Lázaro: A Glória de Deus no Tempo Certo
Esboço de Pregação sobre Lázaro é o tema desta mensagem poderosa, baseada no capítulo 11 do Evangelho de João. A história de Lázaro, Marta e Maria em Betânia não é apenas um relato sobre um milagre; é uma revelação profunda sobre como Deus lida com o nosso sofrimento, com a nossa espera e com a nossa morte.
É o último e maior sinal de Jesus antes da Sua própria paixão.
Primeiramente, somos confrontados com um paradoxo: “Senhor, aquele a quem amas está doente”. Como pode alguém amado por Jesus adoecer e morrer? Este texto ensina-nos que o amor de Deus não nos isenta da dor, mas sustenta-nos através dela.
A demora de Jesus, que parecia negligência, era na verdade uma preparação para uma glória maior. Entender as 5 lições na ressurreição de Lázaro muda a nossa perspectiva sobre os atrasos de Deus.
De fato, este episódio leva-nos do desespero do luto à euforia da vida. Ele mostra a humanidade de Jesus, que chora, e a divindade de Jesus, que ordena à morte que devolva a sua presa.
Veremos como a nossa colaboração é necessária para remover as pedras que bloqueiam o milagre.
Nesse sentido, exploraremos quatro momentos decisivos: o atraso proposital, o confronto com a morte, a ordem para remover a pedra e o grito da vida.
Prepare-se para ver a sua fé ressuscitada enquanto estudamos este texto.
I. O Atraso Proposital: Quando Deus Espera
Ao receber a notícia, Jesus ficou ainda dois dias onde estava. Lázaro morreu. Para as irmãs, Jesus chegou tarde demais (quatro dias atrasado). A lógica humana diz que quem ama corre para socorrer. A lógica divina diz que quem ama espera o momento perfeito para glorificar.
“Ouvindo, pois, que estava enfermo, ficou ainda dois dias no lugar onde estava.” (João 11:6)
Lições sobre o tempo de Deus:
- O Propósito do Sofrimento: “Esta enfermidade não é para morte, mas para glória de Deus”. Às vezes, Deus permite que a situação chegue ao extremo (morte) para que o livramento seja inquestionavelmente divino. O nosso fim é o começo de Deus.
- Amor no Silêncio: O atraso não significava falta de amor. O texto enfatiza que Jesus amava Marta, Maria e Lázaro. Se Deus está em silêncio ou demora a responder, não duvide do Seu coração. Ele está a preparar algo maior do que uma simples cura: uma ressurreição.
- Desafiando a Lógica: Os discípulos tinham medo de voltar à Judeia; Tomé foi pessimista (“vamos nós também para morrermos”). Seguir a Jesus em tempos de crise exige coragem e confiança no Seu plano soberano, mesmo quando não faz sentido. Aprenda mais sobre o plano de Deus no meio do mal.
Assim, aprendemos que o relógio de Deus nunca está atrasado; Ele chega na hora exata da Sua glória.
II. Jesus Diante da Morte: Eu Sou a Ressurreição
Jesus chega e encontra um cenário de luto. Marta, sempre prática, corre ao Seu encontro com uma queixa misturada de fé: “Se tu estivesses aqui, meu irmão não teria morrido”. Jesus aproveita este momento para fazer uma das maiores declarações da Bíblia, mudando o foco do “último dia” para o “hoje”.
“Disse-lhe Jesus: Eu sou a ressurreição e a vida; quem crê em mim, ainda que esteja morto, viverá.” (João 11:25)
A revelação da Pessoa de Cristo:
- Presente, não Futuro: Marta acreditava na ressurreição teológica do futuro. Jesus disse: “Eu SOU”. A ressurreição não é apenas um evento; é uma Pessoa. Se você tem Jesus, você tem a vida agora.
- O Deus que Chora: O versículo “Jesus chorou” (João 11:35) revela a Sua perfeita humanidade. Ele não chorou de desespero, mas de compaixão pela dor que o pecado e a morte causam à humanidade. Ele sente a sua dor. Encontre conforto em versículos de consolo por morte.
- Indignação contra a Morte: O texto diz que Jesus “moveu-se muito em espírito e perturbou-se”. Ele estava indignado contra o inimigo (a morte). Ele foi ao túmulo como um guerreiro pronto para a batalha.
Dessa maneira, Jesus mostra que Ele é Senhor sobre a morte e, ao mesmo tempo, o Amigo que chora connosco.
III. A Participação Humana: Tirai a Pedra
Diante do túmulo, Jesus dá uma ordem estranha: “Tirai a pedra”. Marta objeta: “Senhor, já cheira mal”. Aqui vemos o conflito entre a razão humana (o mau cheiro, a impossibilidade) e a ordem divina. Jesus poderia remover a pedra com uma palavra, mas Ele exigiu a participação humana.
“Disse-lhe Jesus: Não te hei dito que, se creres, verás a glória de Deus?” (João 11:40)
O princípio da cooperação:
- O Limite do Homem: O homem pode tirar a pedra, mas só Deus pode dar vida. Deus não faz o que nós podemos fazer. Ele espera que removamos os obstáculos da incredulidade, do pecado e da amargura para que Ele opere. Veja um estudo completo sobre tirai a pedra que Jesus quer operar.
- Vencendo o “Mau Cheiro”: Temos vergonha de expor as nossas áreas mortas e podres. Mas o milagre só acontece quando expomos a ferida à luz de Cristo. Não deixe que a vergonha impeça a sua cura.
- Fé para Ver: “Se creres, verás”. O mundo diz “ver para crer”; o Reino diz “crer para ver”. A fé é a chave que destranca a glória de Deus.
Logo, a igreja tem o papel de remover as pedras para que a voz de Jesus alcance os mortos espirituais.
IV. O Grito da Vida: “Lázaro, Vem para Fora!”
Depois de orar ao Pai, Jesus clama com grande voz. É o grito de autoridade suprema. A morte não pode resistir à voz do Autor da Vida. Lázaro sai, ainda atado, mas vivo. Este milagre é uma prova inegável da divindade de Jesus e uma antevisão da nossa própria ressurreição.
“E, tendo dito isto, clamou com grande voz: Lázaro, sai para fora.” (João 11:43)
O poder da Palavra de Deus:
- Chamado Pessoal: Ele chamou Lázaro pelo nome. Se Ele não tivesse especificado, todos os mortos teriam levantado, tal é o Seu poder. Ele chama você pelo nome hoje para sair da tumba da depressão e do pecado.
- Desatai-o: Lázaro estava vivo, mas preso. Jesus ordena à comunidade: “Desatai-o e deixai-o ir”. Temos o ministério de ajudar as pessoas a livrarem-se das “ataduras” do passado após a conversão.
- Vida Eterna: Este milagre aponta para a garantia que temos. A morte não é o fim. Quem crê em Jesus nunca morrerá eternamente. Medite sobre a promessa em versículos sobre vida eterna.
Em suma, não há caso “morto” demais que a voz de Jesus não possa ressuscitar.
Conclusão: A Glória de Deus Revelada
Para concluir, a ressurreição de Lázaro é um convite à esperança inabalável. Talvez você tenha sonhos, relacionamentos ou áreas da sua vida que já “cheiram mal” e parecem mortos. Jesus está à porta do seu coração hoje.
Ele pergunta: “Onde puseste o morto?”. Ele quer visitar o lugar da sua dor. Não proteja a sua “pedra”. Remova-a pela fé. Deixe a luz de Cristo entrar nas trevas do seu problema.
Creia que Ele é a Ressurreição e a Vida. O tempo d’Ele é perfeito, o amor d’Ele é constante e o poder d’Ele é ilimitado. Conheça mais sobre este poder na biografia de Jesus Cristo e fortaleça a sua fé.
Oração Final
“Senhor da Vida, diante das nossas impossibilidades, nós Te adoramos. Perdoa-nos quando duvidamos do Teu amor por causa da Tua demora. Hoje, decidimos tirar a pedra da incredulidade.
Visitamos os túmulos dos nossos sonhos e pedimos: fala a Tua palavra de vida! Ressuscita a nossa esperança, a nossa alegria e a nossa santidade. Cremos que Tu és o Filho de Deus e que em Ti temos a vitória sobre a morte. Em nome de Jesus, Amém.”

