O que Jesus falou sobre dízimos e ofertas?

O que Jesus falou sobre dízimos e ofertas?

Dízimo é Obrigatório? O que Jesus Realmente Ensinou Sobre Dinheiro, Ofertas e o Coração

Dízimo é Obrigatório? O Que Jesus Realmente Ensinou Sobre Dinheiro, Ofertas e o Coração. Este, sem dúvida, é um dos temas que mais gera debate dentro e fora das igrejas. De um lado, há quem defenda a prática como um mandamento perpétuo. Por outro lado, muitos argumentam que foi uma prática da Lei abolida na Nova Aliança. Portanto, para encontrar clareza, é fundamental analisar não apenas o que foi dito sobre Jesus, mas o que o próprio Mestre falou. Frequentemente, as discussões se concentram em Malaquias ou nas cartas de Paulo, mas os Evangelhos oferecem a perspectiva mais direta de Cristo. Assim sendo, este artigo investiga minuciosamente as palavras de Jesus sobre dízimos e ofertas, buscando entender a ênfase que Ele deu: se na obrigação ritualística ou na motivação do coração. Afinal, Jesus viveu sob a Lei, contudo sua pregação inaugurou o Reino da Graça.

O Contexto do Dízimo Antes de Cristo

Primeiramente, é impossível compreender a fala de Jesus sem entender o contexto judaico no qual Ele estava imerso. O dízimo não era, de forma alguma, uma sugestão; era uma lei mosaica clara e estabelecida. Desde Levítico 27:30, a décima parte de toda a produção da terra, bem como dos animais, pertencia inequivocamente ao Senhor. Além disso, essa prática era a base fundamental do sustento dos levitas, que serviam no Templo, e para a manutenção da própria estrutura de adoração. Quando Jesus nasceu, portanto, essa era uma prática profundamente enraizada na identidade religiosa e social do povo judeu. Qual a melhor explicação sobre o dízimo? No entanto, como aconteceu com muitas outras leis divinas, o legalismo, em muitos casos, havia distorcido o dízimo. Os líderes religiosos da época, especialmente os fariseus, eram meticulosos na cobrança e no pagamento literal dessa obrigação. Consequentemente, o profeta Malaquias (3:10) já havia repreendido duramente o povo por “roubar” a Deus nos dízimos e nas ofertas, mas a repreensão de Jesus tomaria um rumo diferente. Enquanto Malaquias focou na desobediência do ato, Jesus focaria menos no ato em si e mais na intenção e na hipocrisia, preparando assim o caminho para uma nova compreensão que o dízimo no Novo Testamento revelaria plenamente.

Mateus 23:23: A Crítica Direta e a Afirmação de Jesus

A passagem mais explícita e, talvez, a mais crucial de Jesus sobre o dízimo está registrada em Mateus 23:23 (com um texto paralelo em Lucas 11:42). Nesse momento, Jesus está em um confronto direto com os líderes religiosos, e Ele os repreende duramente: “Ai de vós, escribas e fariseus, hipócritas! pois que dizimais o hortelã, o endro e o cominho, e desprezais o mais importante da lei: o juízo, a misericórdia e a fé”. Aqui, vemos a essência cristalina do ensino de Cristo. Ele não os critica pelo ato de dizimar; pelo contrário, Ele critica a chocante hipocrisia de focar meticulosamente em detalhes mínimos e triviais (como dizimar até mesmo as menores ervas de tempero) enquanto, simultaneamente, negligenciavam os pilares centrais da Lei de Deus. Ou seja, eles eram perfeitamente legalistas no financeiro, mas profundamente corruptos no caráter e na prática da justiça. Então, Jesus conclui seu argumento com uma frase que é central para este debate: “Deveis, porém, fazer estas coisas [justiça, misericórdia e fé], e não omitir aquelas [o dízimo]”. Dessa forma, Jesus não abole o dízimo; na verdade, Ele o coloca em sua devida e subordinada perspectiva. O dízimo, portanto, só possui valor espiritual se for uma extensão de um coração que já pratica o juízo, a misericórdia e a fé. Assim, a prática externa, desacompanhada da transformação interna, é, para Jesus, nada menos que mera hipocrisia e ritual vazio.

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A Oferta da Viúva Pobre: O Valor Além da Quantidade

Se Mateus 23 fala sobre a perspectiva de Jesus quanto à obrigação (o dízimo), a passagem da viúva pobre (registrada em Marcos 12:41-44 e Lucas 21:1-4) revela seu ensino sobre a motivação (a oferta). Enquanto Jesus estava no Templo, Ele se sentou em frente ao gazofilácio e observava como a multidão depositava suas contribuições. Muitos ricos chegavam e depositavam grandes quantias, provavelmente fazendo-o de forma visível e ostensiva. Contudo, uma viúva pobre, em sua vulnerabilidade, aproximou-se e depositou apenas duas pequenas moedas, que valiam muito pouco. Imediatamente, Jesus chama seus discípulos e faz uma declaração surpreendente: aquela viúva pobre deu mais do que todos os outros. Por quê? Porque, segundo a explicação do próprio Jesus, os ricos deram daquilo que lhes sobrava, ou seja, suas ofertas não representavam custo ou sacrifício real. Ela, porém, em sua profunda pobreza, deu tudo o que tinha, todo o seu sustento. O que falar na hora do Dízimo e Oferta? Aqui, Jesus vira completamente a lógica financeira e religiosa de cabeça para baixo. Para Ele, o valor da oferta não é medido pela quantia absoluta, mas pelo nível de sacrifício e pela entrega total do coração. Portanto, a generosidade sacrificial, mesmo que pareça insignificante aos olhos humanos, Deus a exalta acima da abundância que não custa nada.

“Em verdade vos digo que esta pobre viúva deitou mais do que todos os que deitaram na arca do tesouro; Porque todos ali deitaram do que lhes sobejava, mas esta, da sua pobreza, deitou tudo o que tinha, todo o seu sustento.” (Marcos 12:43-44)

O Coração e o Tesouro: O Ensino de Jesus sobre Riquezas

Frequentemente, Jesus não falava diretamente sobre dízimos, mas falava muito sobre dinheiro, posses e riquezas. No Sermão do Monte, por exemplo, Ele estabelece princípios fundamentais que governam a relação do crente com as finanças. Em Mateus 6:19-21, Ele ordena de forma clara:

“Não ajunteis tesouros na terra, onde a traça e a ferrugem tudo consomem, e onde os ladrões minam e roubam; Mas ajuntai tesouros no céu… Porque onde estiver o vosso tesouro, aí estará também o vosso coração.”

Assim sendo, a forma como lidamos com nosso dinheiro é, aos olhos de Jesus, um diagnóstico direto e infalível da nossa condição espiritual. Se o coração está focado no acúmulo terreno, o serviço a Deus fica, inevitavelmente, comprometido. Logo depois, em Mateus 6:24, Ele é ainda mais categórico e não deixa espaço para divisão:

“Ninguém pode servir a dois senhores; porque ou há de odiar um e amar o outro, ou se dedicará a um e desprezará o outro. Não podeis servir a Deus e a Mamom (dinheiro).” Mateus 6:24

Portanto, a contribuição (seja dízimo ou oferta) não é apenas sobre sustentar uma instituição religiosa; é, acima de tudo, uma poderosa declaração de senhorio. Ou seja, ao contribuir com generosidade e desapego, o crente declara ativamente que Deus, e não o dinheiro, é o seu verdadeiro mestre. Dessa maneira, a palavra de oferta deve sempre refletir essa escolha consciente do coração. Palavra de Oferta Dízimo com Explicação

O Jovem Rico e o Perigo do Apego

A história do jovem rico, narrada em Mateus 19:16-24, reforça essa ênfase implacável no coração. Aquele jovem era, aparentemente, um cumpridor exemplar da Lei. Pois ele afirmava com confiança que guardava todos os mandamentos desde a sua juventude, o que, presumivelmente, incluía a prática do dízimo. Contudo, Jesus, olhando para ele, identificou o problema central que o impedia de alcançar a vida eterna que buscava: o seu profundo apego às riquezas. Então, Jesus o desafiou no ponto nevrálgico de sua fé: “Se queres ser perfeito, vai, vende tudo o que tens, dá-o aos pobres, e terás um tesouro no céu; e vem, e segue-me.” No entanto, a reação do jovem foi de profunda tristeza, e ele se retirou, porque possuía muitas propriedades. Essa passagem é crucial para entendermos a visão de Jesus. Muitas vezes, podemos cumprir ritualisticamente o dízimo (os 10%) enquanto o nosso coração continua irremediavelmente preso aos 90% restantes. Jesus, porém, desafia aquele jovem a entregar 100%, mostrando que a questão divina nunca foi primariamente sobre a porcentagem, mas sobre a soberania de Deus sobre toda a vida, inclusive sobre o status de ser rico.
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Dízimo versus Generosidade na Nova Aliança

Embora Jesus tenha validado a prática do dízimo em Mateus 23, é extremamente notável que, após sua morte e ressurreição, a ênfase da Igreja Primitiva muda significativamente. De fato, as epístolas apostólicas, especialmente as de Paulo, não impõem o dízimo como uma lei obrigatória para os cristãos gentios. Em vez disso, o foco se desloca da obrigação legal para a “contribuição” (koinonia) e a “generosidade” (eulogia). Assim, a explicação sobre dízimos e ofertas ganha uma nova profundidade, baseada na graça e não na lei. Paulo estabelece de forma brilhante o princípio fundamental da contribuição cristã na Nova Aliança em 2 Coríntios 9:7. Esse versículo resume a ética da doação sob a graça:
  • Contribuição Voluntária: “Cada um contribua segundo propôs no seu coração…” (A pessoa decide no coração, não por uma imposição externa).
  • Motivação Correta: “…não com tristeza, ou por necessidade (obrigação)…” (A contribuição não deve ser fruto de coação ou pesar).
  • A Promessa de Deus: “…porque Deus ama ao que dá com alegria.” (A ênfase está na alegria da generosidade).
Isso significa que Jesus aboliu o dízimo? Não diretamente. Significa, porém, que os princípios que Ele tanto ensinou (justiça, misericórdia, fé, generosidade sacrificial e o desapego de Mamom) se tornaram a base sólida para a contribuição na Nova Aliança. Consequentemente, a contribuição sob a Graça, motivada pelo Espírito Santo, muitas vezes pode ir muito além dos 10% da Lei, mas a pessoa o faz por amor e gratidão, não por obrigação legalista ou medo. O que Paulo diz sobre dízimos e ofertas?

Principais Referências Bíblicas sobre Dizímo e Oferta

Referência Bíblica Situação / Contexto

Gênesis 14:18-20

Dízimo de Abraão: Após resgatar Ló da guerra, Abraão (ainda Abrão) encontra Melquisedeque, rei de Salém e sacerdote. Abraão voluntariamente dá a ele o dízimo (a décima parte) de todos os despojos da batalha. Esta é a primeira menção do dízimo na Bíblia, ocorrendo antes da Lei Mosaica.

Gênesis 28:20-22

Voto de Jacó: Fugindo de seu irmão Esaú, Jacó tem um sonho em Betel. Ele faz um voto a Deus, dizendo que, se Deus o protegesse e o trouxesse de volta em paz, o Senhor seria seu Deus, e de tudo o que Deus lhe desse, Jacó voluntariamente daria o dízimo.

Levítico

27:30-33

A Lei do Dízimo: Estabelecimento formal do dízimo dentro da Lei Mosaica. Declara que a décima parte de toda a produção da terra (grãos, frutos) e dos rebanhos “é santa ao Senhor”. Define as regras para resgatar (comprar de volta) o dízimo.

Números 18:21-26

Sustento dos Levitas: Deus designa os dízimos de Israel como a “herança” (pagamento) para a tribo de Levi, em troca de seu serviço no Tabernáculo, pois eles não receberam porção de terra. Os próprios levitas também deveriam entregar o “dízimo dos dízimos” ao sumo sacerdote.

Deuteronômio 14:22-29

O Dízimo Festivo e Social: A Lei detalha dois tipos de dízimo. Um dízimo anual deveria ser levado ao local central de adoração para uma festa de celebração perante Deus. A cada três anos, o dízimo (Dízimo do Terceiro Ano) deveria ser armazenado localmente e usado para sustentar os levitas, estrangeiros, órfãos e viúvas (um dízimo de caridade).

II Crônicas 31:4-12

Reforma de Ezequias: Durante um reavivamento espiritual, o Rei Ezequias ordena ao povo que traga os dízimos e ofertas para sustentar os sacerdotes e levitas, conforme a Lei. O povo responde com tanta generosidade que foi preciso preparar depósitos especiais no Templo para armazenar a abundância.

Neemias 10:37-38

Restauração pós-Exílio: Após o retorno do exílio na Babilônia, o povo faz um pacto de fidelidade a Deus. Parte desse pacto incluía trazer fielmente os dízimos para os levitas nos depósitos do Templo, restaurando o sistema de sustento abandonado.

Neemias 13:10-12

A Repreensão de Neemias: Neemias descobre que o povo havia parado de entregar os dízimos, forçando os levitas e cantores a abandonar seus deveres no Templo para trabalhar no campo. Neemias repreende os oficiais e restaura a coleta dos dízimos.

Amós 4:4

Crítica Profética: O profeta Amós repreende Israel pela sua adoração hipócrita. Ele ironicamente os “convida” a pecar mais, trazendo seus dízimos e sacrifícios em locais de adoração idólatra (Betel e Gilgal), mostrando que o ritual externo sem justiça social era inútil.

Malaquias 3:8-10

Repreensão sobre “Roubar” a Deus: A passagem mais forte do Antigo Testamento sobre o tema. Deus, através do profeta, acusa o povo de “roubar” a Ele por negligenciar os dízimos e as ofertas. Ele os desafia a “fazer prova” dEle, trazendo o dízimo integral, prometendo bênçãos abundantes.

Mateus 23:23 / Lucas 11:42

Jesus e a Hipocrisia dos Fariseus: Jesus repreende duramente os líderes religiosos. Ele critica sua meticulosidade em dizimar até mesmo os menores temperos (hortelã, endro, cominho), enquanto ignoravam o mais importante da Lei: a justiça, a misericórdia e a fé. Ele conclui: “Deveis, porém, fazer estas coisas [justiça, etc.], e não omitir aquelas [o dízimo].”

Marcos 12:41-44 / Lucas 21:1-4

A Oferta da Viúva Pobre: Jesus observa as pessoas ofertando no Templo. Muitos ricos davam grandes quantias, mas uma viúva pobre deu apenas duas pequenas moedas. Jesus declara que ela deu mais do que todos, pois os ricos deram do que lhes sobrava, mas ela, em sua pobreza, deu “tudo o que tinha”, seu sustento. O foco é o sacrifício e a motivação.

Lucas 18:12

Parábola do Fariseu e do Publicano: Na parábola, Jesus descreve a oração arrogante de um fariseu, que se gaba de suas próprias justas obras, dizendo: “jejuo duas vezes na semana, e dou o dízimo de tudo quanto possuo”. O dízimo é usado aqui como um exemplo de justiça própria e legalismo.

I Coríntios 16:1-2

Coleta para os Santos: Paulo instrui a igreja de Corinto sobre como organizar uma coleta (oferta) para ajudar os cristãos pobres em Jerusalém. Ele pede que, no primeiro dia da semana, cada um “ponha de parte o que puder ajuntar, conforme a sua prosperidade”. Não usa a palavra dízimo, mas estabelece o princípio da contribuição regular e proporcional.

II Coríntios 8-9

Princípios da Generosidade: Paulo dedica dois capítulos inteiros aos princípios da oferta cristã. Ele encoraja a generosidade sacrificial (exemplo das igrejas da Macedônia), a contribuição voluntária (“segundo propôs no coração”) e com alegria (“Deus ama ao que dá com alegria”), não por obrigação ou tristeza.

Hebreus 7:1-10

Argumento Teológico sobre Melquisedeque: O autor de Hebreus revisita Gênesis 14. Ele usa o fato de Abraão (pai da nação e dos levitas) ter pago o dízimo a Melquisedeque (sacerdote superior, tipo de Cristo) como argumento teológico para provar que o sacerdócio de Jesus (ordem de Melquisedeque) é superior ao sacerdócio levítico (que “pagou” dízimos a Melquisedeque através de Abraão).

Conclusão: A Verdadeira Ênfase de Jesus

Afinal, o que Jesus falou sobre dízimos e ofertas? Primeiramente, Ele confirmou sua prática (Mateus 23) contanto que não fosse usada como uma máscara para a hipocrisia, mas sim que fosse uma consequência natural de um coração que praticava justiça, misericórdia e fé. Em segundo lugar, Ele redefiniu radicalmente o valor da oferta (Viúva Pobre), exaltando o sacrifício motivado pelo amor acima da quantia abundante oferecida por obrigação ou vaidade. E, finalmente, Ele atacou a raiz de todo o problema: o apego ao dinheiro (Mamom) como um senhor rival que compete pelo trono do coração, que pertence somente a Deus. Portanto, a reflexão sobre dízimos e ofertas à luz dos ensinos de Jesus não se concentra em uma porcentagem fixa, mas em um coração completamente transformado pela graça. Para Jesus, a forma como usamos 100% do nosso dinheiro é o verdadeiro indicador da nossa fé. Assim sendo, a pergunta moderna não deveria ser “Eu tenho que dar o dízimo?”, mas sim “Meu coração é genuinamente generoso? Estou usando meus recursos para promover a justiça e a misericórdia? Deus ou Mamom é o meu verdadeiro Senhor?”. Dessa forma, entendemos o que a Bíblia diz sobre este assunto vital: é, e sempre foi, sobre o coração. Concluímos, portanto, que a contribuição cristã deve fluir espontaneamente da alegria e da graça, como uma resposta natural ao imenso amor de Deus, e não como uma tentativa legalista de barganhar bênçãos ou cumprir um regulamento, pois a Bíblia é clara sobre a motivação que agrada ao Pai.

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