50 Versículos sobre Família para Fortalecer e Inspirar seu Lar
Encontrar um versículo família projeto de Deus é fundamental para compreender a profundidade e a importância dos laços familiares sob a ótica cristã. A Bíblia Sagrada, do Gênesis ao Apocalipse, apresenta a família como a primeira instituição criada por Deus, um núcleo de amor, aprendizado e refúgio.
Consequentemente, a Palavra de Deus oferece inúmeros ensinamentos que servem como alicerce para construir um lar sólido e abençoado. Ao meditar sobre essas passagens, percebemos que a família é, de fato, um plano divino, desenhado para refletir o amor e a união da Trindade.
Gênesis 1:28
“E Deus os abençoou e lhes disse: Sede fecundos, multiplicai-vos, enchei a terra e sujeitai-a; dominai sobre os peixes do mar, sobre as aves dos céus e sobre todo animal que rasteja pela terra.”
Explicação: Este é o mandato cultural e familiar original dado por Deus. A família não foi criada apenas para existir, mas para ser produtiva, expandir a imagem de Deus na terra e gerenciar a criação. Mostra que o lar é uma agência do Reino, com o propósito divino de crescimento e governança sábia sobre os recursos dados pelo Senhor.
Gênesis 2:24
“Por isso, deixa o homem pai e mãe e se une à sua mulher, tornando-se os dois uma só carne.”
Explicação: Este versículo estabelece a matemática divina do casamento: deixar (mudança de prioridade), unir-se (aliança inquebrável) e tornar-se um (intimidade total). Ensina que a nova família formada tem precedência sobre a família de origem, exigindo uma lealdade e uma fusão de vidas que reflete a unidade perfeita que Deus deseja para o casal.
Josué 24:15
“…Eu e a minha casa serviremos ao SENHOR.”
Explicação: Esta é uma declaração de liderança espiritual onde o chefe da família define a identidade do lar. Josué estabelece que, independentemente da cultura ao redor ou das pressões externas, sua família tem um Senhor definido. Ensina que o lar precisa de uma direção espiritual clara e de uma decisão coletiva de adorar somente a Deus.
Salmo 127:3-5
“Herança do SENHOR são os filhos; o fruto do ventre, seu galardão. Como flechas na mão do guerreiro, assim são os filhos da mocidade.”
Explicação: Filhos não são um fardo ou um acidente, mas uma recompensa e um legado dados por Deus. A metáfora das flechas indica que os filhos devem ser preparados e “lançados” para atingir alvos no futuro, impactando o mundo. Cabe aos pais, como guerreiros, dar a direção e o impulso corretos para que eles alcancem seus propósitos.
Salmo 128:1-2
“Bem-aventurado todo aquele que teme ao SENHOR e anda nos seus caminhos! Do trabalho de tuas mãos comerás, feliz serás, e tudo te irá bem.”
Explicação: A prosperidade familiar está intrinsecamente ligada à vida espiritual. O temor ao Senhor não é apenas um sentimento, mas uma prática de “andar nos seus caminhos”. A promessa é que a família que coloca Deus no centro desfrutará de estabilidade, felicidade genuína e do fruto do seu trabalho honesto.
Salmo 133:1
“Oh! Como é bom e agradável viverem unidos os irmãos!”
Explicação: A unidade familiar é algo precioso que atrai a bênção de Deus. O salmista destaca que a harmonia entre irmãos não é apenas “boa” (moralmente correta), mas “agradável” (traz prazer e bem-estar). Onde há união, Deus ordena a Sua bênção e a vida; onde há discórdia, o ambiente espiritual é quebrado.
Provérbios 1:8
“Filho meu, ouve o ensino de teu pai e não deixes a instrução de tua mãe.”
Explicação: A sabedoria é transmitida de geração em geração. Este versículo exorta os filhos a valorizarem a experiência e a orientação dos pais como um tesouro. Reconhece também o papel insubstituível de ambos, pai e mãe, na formação do caráter, mostrando que a instrução familiar é a primeira e mais importante escola da vida.
Provérbios 6:20
“Filho meu, guarda o mandamento de teu pai e não deixes a instrução de tua mãe.”
Explicação: A obediência aos pais é apresentada aqui como uma forma de proteção espiritual. “Guardar” o mandamento significa entesourá-lo no coração para usá-lo como guia. Os conselhos dos pais, quando alinhados à Palavra, servem como uma lâmpada que ilumina o caminho do filho e o livra de armadilhas futuras.
Provérbios 14:1
“A mulher sábia edifica a sua casa, mas a insensata, com as próprias mãos, a derriba.”
Explicação: Destaca a influência poderosa da mulher no ambiente doméstico. A sabedoria aqui não é intelectual, mas espiritual e prática: envolve paciência, gestão e temor a Deus. A “construção” do lar refere-se ao fortalecimento emocional e espiritual da família, enquanto a insensatez destrói relacionamentos através de palavras e atitudes impensadas.
Provérbios 15:20
“O filho sábio alegra a seu pai, mas o homem insensato despreza a sua mãe.”
Explicação: As escolhas dos filhos afetam profundamente o coração dos pais. Um filho que busca sabedoria traz honra e alegria para o lar, validando o esforço investido nele. Por outro lado, a insensatez e a rebeldia são vistas como uma forma de desprezo, causando dor àqueles que deram a vida para criá-lo.
Provérbios 17:6
“Coroa dos velhos são os filhos dos filhos; e a glória dos filhos são os pais.”
Explicação: Celebra a beleza da continuidade geracional. Os netos são vistos como a recompensa e a “coroa” de uma vida bem vivida pelos avós. Simultaneamente, os filhos devem olhar para seus pais com orgulho e honra. É um ciclo de respeito mútuo onde cada geração enriquece e valida a outra.
Provérbios 22:6
“Ensina a criança no caminho em que deve andar, e, ainda quando for velho, não se desviará dele.”
Explicação: Este é o princípio fundamental da educação cristã. Ensinar “no caminho” implica em caminhar junto, dando exemplo e instrução constante. A promessa é que os valores divinos implantados na infância criam raízes profundas que, mesmo diante dos desvios da vida, servirão como uma bússola moral para o retorno e a permanência na verdade.
Provérbios 31:10-11
“Mulher virtuosa, quem a achará? O seu valor muito excede o de finas joias. O coração do seu marido confia nela, e não haverá falta de ganho.”
Explicação: O valor de uma esposa de caráter nobre é incalculável. A confiança do marido nela é total, pois ela é parceira na administração, na fidelidade e no cuidado do lar. Ela não é um peso, mas uma fonte de lucro (ganho) emocional e espiritual, sendo a coluna que traz segurança e estabilidade para a família.
Malaquias 4:6
“Ele converterá o coração dos pais aos filhos e o coração dos filhos a seus pais, para que eu não venha e fira a terra com maldição.”
Explicação: O último versículo do Antigo Testamento aponta para a reconciliação familiar como um sinal do mover de Deus. A desintegração da família traz maldição à terra, mas o arrependimento e a volta do afeto entre pais e filhos são fundamentais para o avivamento e para a saúde da sociedade. Deus deseja curar relacionamentos quebrados.
Mateus 15:4
“Porque Deus ordenou: Honra a teu pai e a tua mãe; e: Quem maldisser a seu pai ou a sua mãe seja punido de morte.”
Explicação: Jesus reafirma a seriedade do quinto mandamento. Honrar os pais não é opcional, é uma ordenança divina com peso de vida ou morte no contexto da lei. Isso nos ensina que o respeito à autoridade parental é a base para o respeito a Deus e à sociedade, e que a ingratidão filial é um pecado grave aos olhos do Senhor.
Mateus 19:6
“Assim, já não são mais dois, porém uma só carne. Portanto, o que Deus ajuntou não o separe o homem.”
Explicação: Jesus eleva o casamento a um nível sagrado e indissolúvel. A união não é um contrato social humano, mas uma fusão espiritual operada pelo próprio Deus. Reconhecer que foi Deus quem “ajuntou” traz a responsabilidade de lutar pela preservação do casamento, pois tentar separar o que Deus uniu é ir contra a vontade divina.
Marcos 10:9
“Portanto, o que Deus ajuntou, não o separe o homem.”
Explicação: Uma reiteração do princípio da permanência do casamento. A intervenção humana (seja de parentes, leis ou tentações) não tem autoridade para desfazer a aliança selada por Deus. Este versículo serve como uma barreira de proteção para o casal, lembrando que a unidade deles é um projeto celestial que deve ser defendido a todo custo.
Atos 16:31
“Responderam-lhe: Crê no Senhor Jesus e serás salvo, tu e a tua casa.”
Explicação: Esta é uma promessa de esperança para a salvação familiar. Embora a fé seja pessoal, a conversão de um membro da família abre uma porta de influência e graça para todo o lar. A fé do carcereiro de Filipos foi o ponto de partida para que toda a sua casa ouvisse o Evangelho e fosse transformada pelo poder de Deus.
Romanos 12:9-10
“O amor seja sem hipocrisia. Detestai o mal, apegando-vos ao bem. Amai-vos cordialmente uns aos outros com amor fraternal, preferindo-vos em honra uns aos outros.”
Explicação: Paulo descreve a ética dos relacionamentos cristãos, que começa dentro de casa. O amor familiar não pode ser fingido; deve ser sincero e ativo. A chave para a harmonia é a “preferência na honra”, ou seja, colocar os interesses e a dignidade do outro acima dos nossos, competindo para ver quem serve e honra mais o outro.
1 Coríntios 1:10
“Rogo-vos, irmãos… que faleis todos a mesma coisa e que não haja entre vós divisões; antes, sejais inteiramente unidos, na mesma disposição mental e no mesmo parecer.”
Explicação: A divisão é o câncer de qualquer família. O apelo aqui é para a unidade de propósito e de pensamento. Não significa que todos pensarão igual em tudo, mas que haverá um acordo fundamental nos valores e na direção da família. Uma casa dividida não prospera, mas a unidade traz força e testemunho poderoso do amor de Cristo.
1 Coríntios 13:4-7
“O amor é paciente, é benigno; o amor não arde em ciúmes… tudo sofre, tudo crê, tudo espera, tudo suporta.”
Explicação: Esta é a definição prática do amor Ágape que deve reger o lar. O amor não é apenas um sentimento romântico, mas uma decisão de comportamento: escolher a paciência quando irritado, a bondade quando cansado e o perdão quando ofendido. É a cola que mantém a família unida diante das imperfeições humanas de cada membro.
2 Coríntios 6:14
“Não vos ponhais em jugo desigual com os incrédulos; porquanto que sociedade pode haver entre a justiça e a iniquidade? Ou que comunhão, da luz com as trevas?”
Explicação: Para formar uma família sólida, a base espiritual deve ser a mesma. O “jugo desigual” refere-se a unir-se profundamente (como no casamento) com alguém que não compartilha da mesma fé e valores fundamentais. Isso gera conflito de direção, pois duas pessoas não podem caminhar juntas se não estiverem de acordo sobre o destino eterno e os princípios de vida.
Efésios 3:14-15
“Por esta causa, me ponho de joelhos diante do Pai, de quem toma o nome toda família, tanto no céu como sobre a terra.”
Explicação: A própria ideia de “família” nasce no coração de Deus; Ele é o Pai original. Toda paternidade e estrutura familiar na terra derivam dEle. Isso nos ensina que, para entendermos como ser bons pais, mães ou filhos, devemos olhar para Deus. A família é sagrada porque carrega o “DNA” e o nome do Criador.
Efésios 4:2-3
“Com toda a humildade e mansidão, com longanimidade, suportando-vos uns aos outros em amor, esforçando-vos diligentemente por preservar a unidade do Espírito no vínculo da paz.”
Explicação: A convivência familiar exige esforço intencional. “Suportar” significa carregar o peso das falhas do outro sem desistir dele. A unidade não acontece automaticamente; ela precisa ser preservada com diligência, humildade e paciência. É o Espírito Santo quem fornece a cola (o vínculo da paz) para manter a família unida apesar das diferenças.
Efésios 5:21
“Sujeitando-vos uns aos outros no temor de Cristo.”
Explicação: Antes de falar de autoridade, Paulo fala de submissão mútua. No Reino de Deus, o líder é aquele que serve. Na família, isso significa que todos — marido, mulher e filhos — devem ter um coração disposto a servir e considerar o outro, motivados não pelo medo humano, mas pelo temor reverente a Cristo.
Efésios 5:25
“Maridos, amai vossa mulher, como também Cristo amou a igreja e a si mesmo se entregou por ela.”
Explicação: O padrão para o marido não é o machismo cultural, mas o sacrifício de Cristo. Amar a esposa significa estar disposto a entregar a própria vida, desejos e conforto pelo bem-estar dela. É um amor que protege, cuida e valoriza, buscando a santificação e o florescimento da companheira acima de tudo.
Efésios 5:33
“Não obstante, vós, cada um de per si, também ame a própria mulher como a si mesmo, e a mulher respeite o marido.”
Explicação: Paulo resume as necessidades emocionais básicas do casal: a esposa precisa sentir-se amada (segura, valorizada) e o marido precisa sentir-se respeitado (admirado, honrado). Quando ambos cumprem seu papel divino, cria-se um ciclo virtuoso de satisfação conjugal que reflete a glória de Deus.
Efésios 6:1-3
“Filhos, obedecei a vossos pais no Senhor, pois isto é justo. Honra a teu pai e a tua mãe… para que te vá bem, e sejas de longa vida sobre a terra.”
Explicação: A obediência aos pais é uma questão de justiça e ordem divina. Além disso, é o único mandamento com uma promessa específica: prosperidade e longevidade. Honrar os pais, mesmo quando são imperfeitos, atrai o favor de Deus sobre a vida do filho e quebra ciclos de rebeldia e maldição.
Efésios 6:4
“E vós, pais, não provoqueis vossos filhos à ira, mas criai-os na disciplina e na admoestação do Senhor.”
Explicação: O poder paterno deve ser exercido com equilíbrio e amor, não com tirania. Provocar a ira significa ser injusto, excessivamente crítico ou incoerente. A criação bíblica envolve disciplina (correção) e admoestação (instrução), sempre visando o coração do filho para guiá-lo a Deus, não apenas controlar seu comportamento.
Filipenses 2:3-4
“Nada façais por partidarismo ou vanglória, mas por humildade… considerando cada um os outros superiores a si mesmo.”
Explicação: O egoísmo destrói lares; a humildade os constrói. Este versículo ataca a raiz dos conflitos familiares: o desejo de ter razão e ser servido. A cura para as brigas é ter a mente de Cristo, que se humilhou. Na família, considerar o outro superior significa estar atento às necessidades dele antes das suas próprias.
Colossenses 3:12-13
“Revesti-vos, pois… de ternos afetos de misericórdia… Suportai-vos uns aos outros, perdoai-vos mutuamente…”
Explicação: A família é o lugar onde as falhas são mais visíveis, por isso é onde o perdão é mais necessário. Devemos nos “vestir” diariamente de misericórdia, pois as ofensas virão. O padrão do perdão não é o merecimento do outro, mas o quanto fomos perdoados por Cristo. Quem foi muito perdoado, deve perdoar muito.
Colossenses 3:14
“Acima de tudo, porém, esteja o amor, que é o vínculo da perfeição.”
Explicação: O amor é a “roupa” final que segura todas as outras virtudes no lugar. Sem amor, a paciência acaba e a bondade desaparece. Ele é o elo perfeito que mantém a família unida mesmo sob pressão. Não é um sentimento passageiro, mas o compromisso inquebrável de buscar o bem supremo do outro em todas as circunstâncias.
Colossenses 3:15
“Seja a paz de Cristo o árbitro em vosso coração… e sede agradecidos.”
Explicação: Quando houver dúvidas ou conflitos em casa, a paz de Cristo deve ser o juiz (árbitro). Se uma decisão ou palavra rouba a paz do lar, ela não deve prevalecer. Além disso, a gratidão é o antídoto para a murmuração familiar. Um lar onde se agradece é um lar onde a paz reina soberana.
Colossenses 3:16
“Habite, ricamente, em vós a palavra de Cristo; instruí-vos e aconselhai-vos mutuamente em toda a sabedoria…”
Explicação: A Bíblia deve ser o centro das conversas e decisões da família. Quando a Palavra habita ricamente no lar, há sabedoria para resolver problemas e graça para aconselhar uns aos outros. Uma família que canta e louva junta cria uma atmosfera espiritual onde Deus tem prazer em habitar.
Colossenses 3:18-21
“Esposas, sede submissas… Maridos, amai vossa esposa e não a trateis com amargura… Filhos, em tudo obedecei… Pais, não irriteis os vossos filhos…”
Explicação: Paulo distribui responsabilidades claras: liderança amorosa sem amargura para o marido, apoio respeitoso da esposa, obediência dos filhos e paciência dos pais. Quando cada membro assume seu papel designado por Deus, a família funciona como uma engrenagem perfeita, evitando ressentimentos e desânimo.
1 Timóteo 3:4-5
“que governe bem a sua própria casa, criando os filhos sob disciplina, com todo o respeito…”
Explicação: A liderança na igreja e na sociedade começa com a liderança no lar. A família é o campo de prova do caráter. Governar bem a casa não é impor regras frias, mas criar filhos com respeito e dignidade. Se falharmos em casa, nosso ministério público perde a legitimidade e a eficácia.
1 Timóteo 5:4
“…aprendam primeiro a exercer piedade para com a sua própria casa e a recompensar a seus progenitores…”
Explicação: A verdadeira religião (piedade) começa na mesa de jantar, não no púlpito. Cuidar dos pais idosos e dos familiares necessitados é um ato de adoração “aceitável diante de Deus”. É uma retribuição justa de amor e cuidado, demonstrando que a nossa fé é prática e não apenas teórica.
1 Timóteo 5:8
“Mas, se alguém não tem cuidado dos seus e especialmente dos da própria casa, tem negado a fé e é pior do que o descrente.”
Explicação: Uma das advertências mais severas da Bíblia. A negligência familiar (material ou emocional) é incompatível com o cristianismo. Prover para a família é um dever sagrado. Quem falha nisso nega na prática o Evangelho de amor que prega com os lábios, perdendo seu testemunho diante do mundo.
2 Timóteo 1:5
“Pela recordação que guardo de tua fé sem fingimento, a mesma que, primeiramente, habitou em tua avó Loide e em tua mãe Eunice…”
Explicação: O maior legado que podemos deixar é uma fé genuína. A fé de Timóteo foi moldada pelo exemplo sincero de sua mãe e avó. Isso mostra o poder da influência materna e do discipulado no lar. A fé não é hereditária, mas o exemplo de uma vida piedosa em casa é o solo mais fértil para que ela floresça nos filhos.
Tito 2:4-5
“a fim de instruírem as jovens recém-casadas a amarem ao marido e a seus filhos… para que a palavra de Deus não seja difamada.”
Explicação: O amor familiar muitas vezes precisa ser aprendido e mentoreado. As mulheres mais velhas têm a missão de ensinar as mais jovens a priorizarem o lar. A harmonia doméstica é um testemunho público; lares desfeitos ou negligenciados podem trazer descrédito ao Evangelho, enquanto lares amorosos glorificam a Palavra de Deus.
Hebreus 12:11
“Toda disciplina, com efeito, no momento não parece ser motivo de alegria, mas de tristeza; ao depois, entretanto, produz fruto pacífico…”
Explicação: Disciplinar filhos é difícil e doloroso, tanto para quem dá quanto para quem recebe. Porém, é um ato de amor com visão de futuro. A correção bíblica visa produzir um “fruto pacífico de justiça”. Pais que amam não evitam a disciplina momentânea, pois sabem que ela moldará o caráter eterno de seus filhos.
Tiago 1:17
“Toda boa dádiva e todo dom perfeito são lá do alto, descendo do Pai das luzes, em quem não pode existir variação…”
Explicação: Sua família é uma “boa dádiva” do Pai das Luzes. Mesmo nos dias difíceis, devemos lembrar que nossos entes queridos são presentes de Deus. A estabilidade da família repousa no caráter imutável de Deus; Ele não muda, e Sua fidelidade para com nosso lar permanece firme, independentemente das circunstâncias.
1 Pedro 3:1-2
“Mulheres… para que, se ele ainda não obedece à palavra, seja ganho, sem palavra alguma, por meio do procedimento de sua esposa…”
Explicação: O testemunho silencioso muitas vezes grita mais alto que sermões. Para cônjuges que ainda não creem, a mudança de caráter, a pureza e o respeito demonstrados no dia a dia são a maior prova da verdade do Evangelho. Uma vida transformada dentro de casa é a ferramenta mais poderosa de evangelismo familiar.
1 Pedro 3:7
“Maridos… vivei a vida comum do lar, com discernimento… tratai-a com dignidade… para que não se interrompam as vossas orações.”
Explicação: Existe uma conexão direta entre como tratamos nosso cônjuge e nossa vida de oração. Se um marido trata sua esposa com desrespeito ou amargura, o céu se fecha para suas orações. Deus honra quem honra a família. Tratar a esposa com dignidade, como coerdeira da graça, é pré-requisito para a intimidade com Deus.
1 Pedro 4:8-9
“Acima de tudo, porém, tende amor intenso uns para com os outros, porque o amor cobre multidão de pecados. Sede, mutuamente, hospitaleiros, sem murmuração.”
Explicação: Na convivência intensa da família, os defeitos aparecem. O amor intenso é como um “manto” que cobre essas falhas, escolhendo não expor ou guardar rancor. A hospitalidade sem queixas cria um ambiente de acolhimento. Onde o amor reina, os erros são tratados com graça, não com condenação.
1 João 3:18
“Filhinhos, não amemos de palavra, nem de língua, mas de fato e de verdade.”
Explicação: O amor familiar não pode ficar apenas no “eu te amo” verbal. Ele precisa ser validado por ações concretas: serviço, tempo de qualidade, ajuda nas tarefas, perdão e sacrifício. O amor verdadeiro é um verbo de ação. Deus nos chama para uma prática de amor que seja tangível e real dentro de casa.
1 João 4:7
“Amados, amemo-nos uns aos outros, porque o amor procede de Deus; e todo aquele que ama é nascido de Deus e conhece a Deus.”
Explicação: A capacidade de amar a família, especialmente nos momentos difíceis, é uma prova do novo nascimento. O amor humano é limitado, mas o amor que “procede de Deus” é inesgotável. Se conhecemos a Deus, Sua natureza amorosa deve fluir através de nós para nossos parentes, tornando-nos canais de Sua graça.
1 João 4:19-20
“…Se alguém disser: Amo a Deus, e odiar a seu irmão, é mentiroso; pois aquele que não ama a seu irmão, a quem vê, não pode amar a Deus, a quem não vê.”
Explicação: João destrói a hipocrisia religiosa. Não é possível ter comunhão vertical com Deus enquanto há ódio horizontal com o irmão (ou familiar). A família é o teste prático da nossa espiritualidade. A forma como tratamos as pessoas que vivem conosco é o termômetro real do nosso amor por Deus.
3 João 1:4
“Não tenho maior alegria do que esta, a de ouvir que meus filhos andam na verdade.”
Explicação: Para pais cristãos, o sucesso dos filhos não se mede por conquistas acadêmicas ou financeiras, mas pela fidelidade a Deus. A maior alegria de um pai ou mãe é ver que os valores do Reino foram absorvidos e que seus filhos estão caminhando na luz da verdade, perpetuando o legado de fé.
Deuteronômio 6:6-7
“Estas palavras… estarão no teu coração; tu as inculcarás a teus filhos, e delas falarás assentado em tua casa, e andando pelo caminho…”
Explicação: O discipulado familiar não acontece apenas no culto doméstico, mas na vida cotidiana. Deus ordena que o ensino seja contínuo e natural (“andando pelo caminho”). Os pais devem aproveitar cada oportunidade do dia a dia para inculcar (gravar profundamente) a verdade de Deus no coração dos filhos, vivendo o que pregam.
Perguntas Frequentes sobre a Bíblia e a Família
Qual versículo bíblico fala sobre família?
Muitos versículos falam sobre família, mas um dos mais abrangentes é Efésios 3:14-15, que diz: “Por esta causa, me ponho de joelhos diante do Pai, de quem toma o nome toda família, tanto no céu como sobre a terra.” Esta passagem mostra que o próprio conceito de família não é uma invenção humana, mas se origina na natureza de Deus Pai.
O que diz o Salmo 128 sobre a família?
O Salmo 128 descreve a família abençoada daquele que teme ao Senhor. Ele fala de prosperidade fruto do trabalho, de uma esposa que é como uma videira frutífera no interior da casa e de filhos que são como brotos de oliveira ao redor da mesa. Em suma, retrata um lar feliz, estável e próspero como recompensa direta pela fidelidade a Deus.
Qual é o salmo da família?
O Salmo 128 é frequentemente considerado o “salmo da família” por sua bela descrição das bênçãos domésticas e da paz no lar. No entanto, o Salmo 127 também é fundamental, pois enfatiza a dependência de Deus, afirmando que, se o Senhor não edificar a casa, em vão trabalham os que a edificam, e que os filhos são herança do Senhor.
O que diz o versículo Mateus 21:21?
O versículo de Mateus 21:21 diz: “Jesus, porém, respondeu-lhes: Em verdade vos digo que, se tiverdes fé e não duvidardes, não somente fareis o que foi feito à figueira, mas até mesmo, se a este monte disserdes: Ergue-te e lança-te no mar, tal sucederá.” Este versículo fala sobre o poder da fé genuína para remover obstáculos impossíveis, um princípio vital para superar crises familiares.

